A Multiplicação nas Trocas


“Os opostos se atraem...”

Quantos já não ouviram e repetiram a frase acima? Será que para termos sucesso em um relacionamento, seja ele de que natureza for, realmente precisamos ser opostos uns dos outros?

Acredito que para se relacionar com alguém de maneira plena é preciso haver trocas consistentes, pois o que nos leva a buscar o relacionamento é querer, de alguma forma, somar forças. Buscamos no outro não necessariamente o oposto, mas algo que nos falta e que pode complementar nosso ser.

Nesta soma é importante que não haja perdas para nenhum dos lados, ou seja, a troca precisa acontecer em duas vias. Prestar atenção neste ciclo - de dar e receber - é um dos pontos mais críticos, uma vez que um leve desequilíbrio pode iniciar uma crise. Cabe, então, às pessoas envolvidas cuidarem umas das outras, e se ajudarem, para manter o sistema de trocas ativo. Além disso, é fundamental entender que junto com aquilo que buscamos na outra pessoa existem outras características que podem nos desagradar.

 

Precisamos, então, praticar um pouco de aceitação

para aproveitarmos o melhor de cada um!

 

Repare que para isso acontecer cada pessoa deve ter algo a oferecer. Dessa forma, todo relacionamento começa dentro de nós, com o cuidado individual de se desenvolver e cada vez mais ter algo a compartilhar. Com isso, sempre teremos com o que contribuir em nossos relacionamentos. Nossa parte no ciclo de troca estará garantida.

Em seu livro “Cúmplices”, Miriam Subirana defende que ”quando duas pessoas se unem como seres completos ou como pessoas que estão se trabalhando para chegar a esse estado, a relação é mais que a soma das partes”. De fato, uma vez que o ciclo começa a operar em sinergia, há uma grande chance da soma se transformar em multiplicação. Isso acontece naturalmente e percebemos esse fenômeno com pessoas com as quais desfrutamos de um relacionamento leve, rico e harmônico. Estas são as relações que devemos nos concentrar em manter, aumentando cada vez mais sua força.

Vale lembrar que podemos sempre controlar nossas atitudes, mas não temos poder sobre o comportamento alheio. Assim, devemos nos preocupar em fazer a nossa parte, oferecendo um pouco de nós em cada relacionamento que temos. Se o outro fará a parte dele, já não é nossa responsabilidade e então podemos ficar tranquilos em relação a isso, pois se a recíproca não for verdadeira, manter um relacionamento que não se multiplica será simplesmente uma questão de escolha!

Você tem feito a sua parte para fortalecer e alimentar os seus relacionamentos em que, de fato, a multiplicação acontece? Como intensificar ainda mais esse processo?

Originalmente publicado em Janeiro/2015 no Mural do Coach.